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Amores Antagónicos


Louco solto e divagante

A aura que me absorve é sufocante.

Num sentimento agridoce

Sinto-me incapaz de atender

Ao elemento desafiante...


O tabaco, o álcool não me abstrai

E o corpo decompondo-se

Em pedaços se subtrai...


Como é possível viver,

sentir sem saber o que se sente,

e sem saber a próxima direção

que toma a nossa mente.


O amor pode ser o motor

que nos faz avançar!

Ou então que nos corrói...

Sinto-me agora a recuar.


Não é por já não te desejar...

Não é por já não te amar...

Pois sei agora que amor é também sofrimento,

Elegante, contudo, não perde alento.


A luz só elimina a escuridão presente...

A vitória beneficia quem não perde...

A saudade ocupa o espaço

de quem está ausente...

E perguntas-me então o que mais desejo?

Que sejamos um conflito equilibrando

permanentemente.



Todos os direitos reservados João Diogo Vedor ©

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Psicólogo Dr. João Vedor © 2020