Psicólogo Dr. João Vedor © 2020

Image credits: Igor Kupec

A ADHD ou em português PHDA (Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção) é um distúrbio cerebral, presente desde o nascimento ou que se desenvolve logo após o nascimento. Inicialmente a Associação Americana de Psiquiatria classificou esta perturbação dentro do domínio das perturbações disruptivas do comportamento e do défice de atenção, conjuntamente com outras duas: A perturbação de Oposição e a Perturbação do Comportamento. Recentemente, com o avanço da investigação e evidências claras de foro neurobiológico, a PHDA foi classificada dentro das perturbações neurodesenvolvimentais pela American Psychiatric Association.

O diagnóstico clínico da PHDA é um procedimento delicado e complexo. Por vezes sobrediagnosticado é um facto.

O processo envolve um protocolo clínico cuidadoso, incluindo: Observação comportamental, avaliação neuropsicológica (funções executivas, atenção, memória de trabalho), psicodinâmicas, psicossociais e familiares. Só um especialista poderá avaliar concretamente os critérios que suportam a avaliação e a possibilidade de diagnóstico diferencial.

Esteja atento(a) aos seguintes sintomas:

Défice de Atenção: Problemas em manter o foco ao estímulo importante e ignorar prescindível. Relutância em iniciar atividades que exijam concentração. Descontinuidade, desorganização, dificuldades de concentração...

Hiperatividade: Atividade motora em excesso; necessidade de estar em movimento; Dificuldades em permanecer sentado(a), sossegado(a) ou calado(a) durante a maior parte do tempo.

Impulsividade: Baixa capacidade no controlo de impulsos; Dificuldade em aguardar pela sa vez; Dificuldades na tomada de decisão, processo de deliberação, passando logo ao acto.

Dicas para os pais:

* Quando procurar comunicar com a criança, faça um maior esforço para manter o contacto ocular. Chame delicadamente à atenção caso ela se distraia com o intuito de retomar o foco;

* As instruções devem ser breves e o mais concretas possíveis;

* Garanta que tudo o que foi dito foi percetível para o/a seu/sua filho(a), pedindo para repetir novamente a informação;

* Estabelecer uma rotina para acordar, fazer refeições, brincar, elaborar os tpcs e voltar a dormir. Privilegie a brincadeira ao ar livre!

* Crie uma agenda e um cronograma de tarefas para o seu filho(a). Inclua o estudo, organizando-o detalhadamente por importância e tempo;

* Se a criança for indisciplinada não abra mão do castigo. Não negligencie as suas responsabilidades parentais e não receie um ou outro conflito;

* Não se esqueça de recompensar a criança também pelo seu esforço. Dedique-se à tarefa de ser pai/mãe e brinque com ela. Seja afectuoso(a) e tolerante nesta fase;

Tratamento:

No caso da PHDA, o primeiro procedimento a tomar é visitar um psicólogo clínico, para que este possa proceder ao trabalho de diagnóstico clínico a fim de apurar ou não a perturbação. Tal como referido anteriormente, é necessário um trabalho pormenorizado na avaliação de forma a preencher ou não os critérios de avaliação. Por muitas vezes a PHDA é confundida com outros distúrbios ou perturbações comportamentais e por isso urge a necessidade de um diagnóstico diferencial.

Caso se venha a verificar um diagnóstico positivo de PHDA, o tratamento poderá beneficiar de um trabalho conjunto com a psiquiatria, através do tratamento farmacológico. Indispensável é o acompanhamento psicoterapêutico, tal como o trabalho de educação psicossocial entre os familiares e a própria escola. Nos casos menos severos não chega a ser necessário terapia farmacológica, sendo a própria psicoterapia eficaz por si própria.

É importante perceber que muitos destes sintomas podem camuflar por vezes dinâmicas familiares ou escolares tóxicas. Algo que um psicólogo experiente possa analisar facilmente. Desta forma procure ajuda especializada.

Contacto

Telf. Consultório Braga - 253 038 369

Telf. Consultório Vila Verde - 253 312 432

email - joaodiogovedor@gmail.com